Reunidos no bar São Pedro, alguns esportistas, entre os quais José Piragine Sobrinho e Herminio Cappabianca, decidiram fundar um quadro de futebol, formado com jogadores locais. Aquela época, estava em evidência o Esporte Clube Sírio, que mediante proposta de Cappabianca, foi então denominado Esporte Clube XV de Novembro de Jaú.

O Esporte Clube XV de Novembro de Jaú foi fundado no dia 15 de novembro de 1924, como homenagem à Proclamação da República. As cores que o clube ostenta, verde e amarela, também fazem alusão às cores da Bandeira Brasileira. Seu primeiro jogo foi um amistoso em 16 de novembro de 1924, um dia após a sua fundação. O XV de Jaú ganhou de 3x0 do Rio Claro, em jogo disputado no campo da rua Sete de Setembro. Em 1931, o clube recebeu o apelido de “Galo da Comarca” e o animal continua como mascote. 
Inicialmente, XV de Jaú passou duas décadas disputando torneios amadores pelo interior do Estado e apenas em 1948 resolveu se profissionalizar, quando participou de sua primeira competição profissional: o Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Com a instituição da Lei do Acesso em 1948, o XV de Jaú teve o firme propósito de chegar à elite do futebol paulista. Não deu outra. Três anos depois, em 1951, após uma campanha simplesmente fantástica, jogou a decisão contra o Linense no Pacaembu e se tornou o grande campeão. Porém, para confirmar sua presença na elite paulista, a federação inventou uma disputa de melhor de três jogos entre o campeão da divisão de acesso e o último colocado da elite, no caso, o Jabaquara. Se o XV de Jaú saísse vitorioso ao final da disputa, conquistaria o acesso. Venceu o primeiro por 5x1 em Jaú e perdeu o segundo jogo por 2x0 em Santos. O terceiro jogo aconteceu na cidade de Campinas, no estádio Moisés Lucarelli. O Galo da Comarca venceu por 1 a 0, gol de Guanxuma. O XV permaneceu na 1ª Divisão até 1959.

 

Década de 60, anos de crise
De 1960 a 1967, o XV de Jaú atravessou anos de muita dificuldade. Rebaixado à 2ª Divisão, mergulhado em grave crise financeira e com muitas dívidas, o clube não teve outra saída senão licenciar-se da Federação Paulista de Futebol (FPF). Em condições precárias, o antigo Estádio Artur Simões, palco de grandes conquistas, acabou demolido para dar lugar a um loteamento residencial. Foi assim que o XV arrumou dinheiro para quitar as dívidas e comprar o terreno onde está hoje o Estádio Zezinho Magalhães, carinhosamente chamado de Jauzão.

 

Década de 70: a volta por cima
Depois de rebaixado em 1959 e licenciado da FPF em 1967, a década de 1970 marcou a volta do XV de Jaú ao cenário do futebol profissional. Primeiro o clube disputou campeonatos amadores, fez jogos amistosos, até que em 1975, com estádio recém-construído e um time bem estruturado, retornou ao profissionalismo jogando a 2ª Divisão de SP. O ano seguinte, 1976, foi o mais marcante da história do Galo. Após campanha irrepreensível e com apoio maciço da torcida, o time foi às finais. No jogo decisivo, contra o Aliança, o palco escolhido foi o estádio Brinco de Ouro da Princesa, novamente em Campinas, por se tratar de um estádio neutro. O XV de Jaú venceu por 2x0, conquistando o título e garantiu o acesso à Divisão Especial. Os gols do jogo foram marcados por Waldomiro e Pedrinho.

 

1979: disputa do brasileiro

 

1981/1982: disputa do Nacional

Em 1981, o XV de Jaú fez uma das melhores campanhas de sua história na primeira divisão. Com o mítico meio de campo formado por Célio, Cardim e Carlos Silva, o Galo da Comarca chegou a liderar o campeonato invicto, e disputou o octogonal final. Na classificação final, terminou em 4º lugar e garantiu presença na Taça de Ouro de 1982 que, na época, equivalia a primeira divisão nacional.

Em 1982, o XV de Jaú foi um dos representantes do estado de São Paulo na elite do futebol nacional, ao lado de Ponte Preta, Guarani, Santos, São Paulo, Internacional de Limeira e São José.
Na primeira fase do campeonato, o XV de Jaú estava no grupo H, ao lado de Londrina, Anapolina, Internacional de Santa Maria e Joinville. Apesar das dificuldades enfrentadas, o Galo conquistou a classificação para a próxima fase de forma dramática, após vitória sobre o Londrina no Paraná por 1x0. O goleiro quinzeano Carlos Pracideli ainda defendeu um pênalti no final da partida,  garantindo a vitória e classificação do Galo como segundo colocado do grupo.

Na segunda fase da Taça de Ouro, o XV de Jaú caiu no grupo M, ao lado de Bahia, Sport e Paysandu. Novamente, jogos de turno e returno. O Galo da Comarca teve um ótimo início, derrotando o Bahia em plena Fonte Nova com quase 24 mil pagantes. Valtinho e Luis Carlos marcaram os gols da vitória por 2x1. O XV de Jaú chegou na última rodada precisando da vitória sobre o Bahia, em pleno Zezinho Magahães lotado, para avançar de fase. Porém, o jogo terminou em 1x1, e o Galo da Comarca deu adeus ao campeonato.

 

1985: Excursão ao Japão
Em agosto de 1984, durante as festividades do 131º aniversário da cidade de Jaú, a cidade recebeu a visita do time japonês Shimizu FC, da província de Shizuoka. O time japonês foi convidado pelo XV de Jaú, sendo que as diretorias dos dois times mantinham uma relação amigável. Os dirigentes japoneses ficaram encantados com a estrutura e organização da escolinha de futebol do XV de Jaú, e resolveram implantar este sistema de formação e promoção de novos valores no Japão.
Em 1985, o XV de Jaú foi convidado a excursionar pelo Japão mostrando seu futebol.
Nesta excursão, o XV de Jaú disputou 11 partidas, vencendo 10 e empatando apenas uma. Marcou 23 gols e sofreu 5. O artilheiro da equipe foi o meio campista Pupo, com 5 gols, seguido de Doriva com 4 e Marcelo também 4.

Kasuyoshu, ou simplesmente Kazu, foi jogar no XV de Jaú. Aqui, ele foi moldado, fez excursões com time, e estreou como profissional no futebol em um jogo contra o Palmeiras, na vitória do XV de Jaú por 3x2 em pleno Palestra Itália. Foi também no XV de Jaú que, em um jogo contra o Corinthians pelo Campeonato Paulista de 1988, Kazu marcou o primeiro gol de um jogador de futebol japonês profissionalizado no Brasil.

 

Poy, história de amor ao XV
Com as alterações no campeonato paulista promovida nos anos 90, o XV de Jaú passou a integrar a série A2, equivalente a segunda divisão. Mas o Galo da Comarca conheceu a mão-salvadora do técnico José Poy, em 1994. O ex-goleiro que fez história no São Paulo F.C. teve três passagens. A primeira delas foi em 1987, quando livrou o XV de Jaú do rebaixamento. Em 1988, classificou o Galo entre os oito melhores do campeonato paulista.

Em 1989 e 1990, foi treinar um time na Arábia Saudita. Retornou ao XV no final de 1990, ficando até 1992. A última passagem foi em 1994, quando novamente livrou o XV de Jaú do rebaixamento após ficar 23 partidas invictas. Em 1995, fez uma excelente campanha na série A2 paulista, conquistando o vice campeonato e vaga na elite. Debilitado por uma trombose, nos últimos cinco jogos o técnico José Poy dirigiu o time de uma cadeira de rodas – atitude que conquistou a simpatia do torcedor. A todos, dizia que o importante era levar o XV à elite do futebol paulista, para só depois descansar. Poy faleceu pouco tempo depois, em 1996, num hospital da Capital.

 

A queda para a A-3
1996 foi, mais uma vez, o ano da volta do XV de Jaú à Série A-1 do futebol de São Paulo. Para aquela temporada, o clube trouxe o treinador Cilinho que, entretanto, não repetiu o sucesso da década de 1980. Cilinho foi embora no meio da competição e o Galo acabou rebaixado novamente. Começava aí o período mais triste da história de 86 anos do XV, porque no ano seguinte, em 1997, ele sofreu outro rebaixamento e foi à Série A-3, pode ficou longos nove anos. Subiu uma vez, mas caiu de novo e permanece na “terceirona” até hoje.

 

A-2 em 2005: faltou pouco
Encarando a triste realidade do XV de Jaú rebaixado para a Série A-3 do futebol paulista em 1997, a torcida viu a primeira chance de reverter esse quadro oito anos depois, na campanha memorável de 2005. O time era forte e a chance real chegou no último jogo, em casa, contra o Rio Claro. O empate devolvia o Galo à Série A-2 e iniciava a caminhada de volta à elite do futebol de São Paulo. O jogo seguiu emocionante e empatado em 1 a 1 até o último segundo, quando Luciano Gigante ampliou o marcador para o adversário. O apito final do juiz calou os torcedores no Jauzão; alguns foram às lágrimas.

 

2005: festa com o Galinho
Mesmo abalado por perder a chance de voltar à Série A-2 do futebol paulista em 2005, o XV de Jaú ergueu a cabeça e voltou ao trabalho. Tudo começou de baixo, com a disputa do Campeonato Paulista Sub-20 no segundo semestre do mesmo ano, sob comando do então auxiliar-técnico Doriva Bueno. A final foi feita em dois jogos contra o Santos: no Jauzão, o ‘Peixe’ foi derrotado pelo ‘Galinho’ por 3 a 1; na Vila Belmiro, outra vitória dos meninos do XV, desta vez por 2 a 1, e o título foi verde-e-amarelo. Daquele time campeão nada restou para o XV.

 

2006: a volta à A-2
Em 2006, o XV de Jaú travou nova luta pelo acesso. Promovido a técnico do time principal, Doriva Bueno utilizou alguns jogadores do sub-20 campeão e buscou a contratação de jogadores mais experientes. Após vencer todas as desconfianças, o time se firmou e fez o último jogo da temporada em Araraquara. Só a vitória frente à Ferroviária tiraria o Galo da tenebrosa e humilhante Série A-3. E não deu outra. Com gols de Paulinho e Douglas Richard, após nove anos de tentativas, o XV de Jaú voltava à Série A-2, a divisão de acesso.

 

Tropeço em 2008
O XV se manteve na A-2 por dois anos: 2007 e 2008. No primeiro ano, dirigido pelo técnico Marco Antônio Machado, o Galo não fez boa campanha e escapou do rebaixamento na penúltima rodada, quando ganhou da Portuguesa Santista no Jauzão. Em 2008 não teve escapatória e o XV foi novamente rebaixado para a A-3.

 

2009: novos ares e novo comando
Em 2009, sob a batuta do presidente José Construtor, o XV de Jaú e sua comissão técnica de notáveis (Alfinente, Wilson Mano, Marolla, Níveo...) passou boa parte do campeonato na zona de rebaixamento. Os notáveis foram caindo fora e o então auxiliar Márcio Griggio assumiu o Galo e conseguiu livrar o clube do rebaixamento à Série B.

 

2010: susto e grande campanha
O ano de 2010 começou com o técnico Felício Cunha de treinador. A equipe não deslanchou e, na metade do campeonato, ele pediu demissão para ir treinar a Ferroviária. Carlos Rossi, especialista em acessos, assumiu o XV e galgou várias posições na tabela, colocando o time na segunda fase. A campanha foi a quarta melhor em 15 anos, mas na segunda fase o XV não ganhou um jogo sequer. Veio a Copa Paulista e nada de vitória. 
Em 2012, foi rebaixado para a quarta divisão paulista.

 

2016: O retorno
Com dificuldades financeiras, o XV de Jaú se licenciou da disputa da quarta divisão paulista em 2015. Mas em 2016 a equipe retornou as disputas.

 

 

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